segunda-feira, 6 de outubro de 2008

A repetir!

A tarde solarenga de sábado era propícia a programas mais lúdicos, mas nem por isso um número simpático de militantes e simpatizantes deixaram de passar pelo Tertúlia Café para "Cinco dedos de conversa", respondendo ao repto lançado pela Lista C.
Os oradores convidados, Rui Morais e Gonçalo Capitão, esgrimiram-se em argumentos pró e contra no tocante aos cinco temas da actualidade que lançámos a debate e, posto isto, abriu-se a participação aos presentes.

Falou-se do processo de democratização do ensino mas também das falhas que o acompanham. Da Cultura abordou-se a sua inegável importância no desenvolvimento da Nação, criticando-se contudo a excessiva pedinchice dos entes culturais que, de braços cruzados, esquecem que é possível trabalhar sem terem que permanecer encostados ao Estado central.


Subiu-se de tom ao falar na Criminalidade, onde houve unanimidade quanto à raiz do problema - crescente escassez de valores na sociedade de hoje - mas cuja solução não coincidiu - há sempre quem aposte numa regulação equilibrada e sempre quem defenda um sistema judicial mais severo. O que não passou ao lado foi um outro tipo de criminalidade também crescente - a do colarinho branco.

Houve optimismo baseado em dados estatísticos a contrastar com uma certa desconfiança quando o tema se focou no Desenvolvimento Sustentável. Aqui, foi-se do protocolo de Quioto aos Objectivos do Milénio traçados pela ONU, passando por África, pelo Ordenamento do Território, Energias Renováveis, etc. E finalizou-se com o tema mais controverso e que, mais do que nunca, está na ordem do dia - casamento e adopção por homossexuais.

A noite já tinha caído lá fora mas ainda houve tempo para falar na participação política dos jovens e para incidir na falta de tradição destas iniciativas na nossa região. Citou-se Cícero, que na Roma Antiga terá dito que não nos devemos alhear à vida pública pelo facto de nela haver muito quem não preste. Bem pelo contrário, é precisamente isso que nos deve determinar a participar nos destinos da sociedade, marcando a diferença. No fim, todos foram unânimes em reconhecer que estas iniciativas criam bons hábitos nos jovens e estimulam a sua consciência crítica. Nem a propósito, o nosso mote!

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